A ideologia de gênero e suas contradições

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No Projeto de Plano de Educação de Sorocaba proposto pelo Conselho Municipal de Educação a ideologia de gênero aparece repetidas vezes, começando pela relativização da noção de família em clara contradição com o artigo 226 da Constituição Federal. A propósito passo ao leitor o conteúdo de uma entrevista que o Pe. José Eduardo, doutor em Moral, deu a Zenit. Faço-o, com pequenas modificações, eliminando as perguntas por questão de espaço.

Os defensores desta ideologia estão equivocados, pois não percebem que, uma vez aderindo à ideologia de gênero, não haverá sequer motivo em combater à discriminação. Pela ideologia de gênero, não há mais sentido em diferenciar condições e papeis, tudo se vulnerabiliza! Literalmente, eles caíram no conto do gênero.

Para defender a identidade homossexual, estão usando uma ideologia que destrói qualquer identidade sexual e, por isso, também a família, ou qualquer tipo de família, como eles mesmos gostam de dizer.

Em poucas palavras, a ideologia de gênero está para além da heterossexualidade, da homossexualidade, da bissexualidade, da transexualidade, da intersexualidade, da pansexualidade ou de qualquer outra forma de sexualidade que existir. É a pura afirmação de que a pessoa humana é sexualmente indefinida e indefinível.

As pessoas estão pensando em “gênero” ainda nos termos de uma “identidade sexual”. Há outra lógica em jogo, e é por isso que ninguém se entende.

Para eles, a ideia de “identidade sexual” é apenas um dado físico, corporal. Não implica nenhuma identidade. Conformar-se com ela seria “sexismo”, segundo a própria nomenclatura deles. A verdadeira identidade é o “gênero”, construído arbitrariamente.

Todavia, este “gênero” não se torna uma categoria coletiva. É totalmente individual e, portanto, indefinível em termos coletivos. Por exemplo, alguém poderia se declarar gay. Para os ideólogos de gênero isso já é uma imposição social, pois a definição de gay seria sempre relativa a uma condição masculina ou feminina majoritariamente estabelecida. Portanto, uma definição relativa a outra, para eles, ditatorial.

Não existiria, tampouco, a transexualidade. Esta se define como a migração de um sexo para outro. Mas, dirão os ideólogos de gênero, quem disse que a pessoa saiu de um sexo, se aquela expressão corporal não exprime a sua identidade construída? Portanto, para eles, não há sequer transexualidade.

Alguém dirá que não há lógica nisso. Realmente, a lógica aqui é “ser ilógico”. É o absurdo que ofusca nossa capacidade de entender. Os ideólogos de gênero, às escondidas, devem rir às pencas das feministas. Como defender as mulheres, se elas não são mulheres?…

“O grande objetivo por trás de todo este absurdo – que, de tão absurdo, é absurdamente difícil de ser explicado – é a pulverização da família com a finalidade do estabelecimento de um caos no qual a pessoa se torne um indivíduo solto, facilmente manipulável. A ideologia de gênero é uma teoria que supõe uma visão totalitarista do mundo.

Graças a Deus, milhares de pessoas têm se manifestado, requerendo dos legisladores a extinção completa desta terminologia no Plano Nacional de Educação.(o que aconteceu)

Pessoalmente, tenho explicado a muitas pessoas a gravidade da situação nestes termos:

1) querem nos impor uma ideologia absurda pela via legislativa;
2) querem fazê-lo às custas do desconhecimento da população, o que é inadmissível num Estado democrático de direito;
3) e querem utilizar a escola como um laboratório, expondo nossas crianças à desconstrução de sua própria personalidade. E ainda querem que fiquemos calados com isso! Não! O povo não se calará!

Os propositores dessa ideologia se escoram na laicidade do Estado para impô-la como lei. Numa discussão democrática, não importa se o interlocutor é religioso ou não. O Estado é laico, não laicista, anti-religioso. Seria muito divertido, se não fosse puro preconceito – e às vezes, verdadeiro discurso de ódio anti-religioso –, a insistência com a qual alguns mencionam a Bíblia, os dogmas, os preceitos… como se nós estivéssemos o tempo todo alegando argumentos teológicos.

Como se pode ver acima, nossos argumentos aqui são simplesmente filosóficos, racionais.

Aliás, são tão racionais a ponto de mostrar o quanto a proposta deles é totalmente irracional, posto que contradizem as sua próprias bandeiras ideológicas.

No final das contas, a única coisa que lhes resta é a rotulação – na audiência do dia 8 de junho,(Sessão da Câmara Federal em abri de 2014) chamaram aos gritos um deputado de “machista”, em outra ocasião de “patricarcalista” –, mas a rotulação é a arma dos covardes, daqueles que não têm honestidade e liberdade intelectuais.

Como digo sempre, nestas discussões, precisamos nos comportar como filósofos, e não como maus advogados, que estão dispostos a negar .

Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues

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