A liturgia de hoje nos convida a contemplar Maria sob o título de Mãe da Igreja, uma verdade que nasce do próprio coração do Evangelho. Aos pés da Cruz, Maria recebe de Jesus uma nova missão: “Mulher, eis aí teu filho… Eis aí tua Mãe” (Jo 19,25-27). Nesse gesto, o Senhor entrega Maria como Mãe não apenas do discípulo amado, mas de toda a comunidade dos que creem.
Origem da celebração
O título “Mãe da Igreja” foi proclamado por São Paulo VI em 1964, durante o Concílio Vaticano II, e aprofundado por São João Paulo II, que incentivou a devoção dos fiéis a Maria sob este nome. Em 2018, o Papa Francisco instituiu oficialmente a memória litúrgica, celebrada na segunda-feira após Pentecostes, para recordar que Maria está intimamente ligada ao nascimento da Igreja, que brota do Espírito Santo.
Maria aos pés da Cruz
O Evangelho nos mostra Maria “de pé” junto à Cruz. Esse “estar” revela sua fidelidade e coragem diante do sofrimento. Enquanto muitos discípulos fugiram, Maria permaneceu. Ali, sua maternidade se ampliou: de ser Mãe do Redentor, tornou-se também Mãe dos redimidos. Seu “sim” inicial na Anunciação amadurece na dor e na fé, tornando-se um novo “eis-me aqui” diante da missão de acolher todos os filhos da Igreja.
Significado para a vida cristã
Celebrar Maria como Mãe da Igreja é recordar que a vida cristã só se sustenta quando enraizada no mistério da Cruz. Maria nos ensina a perseverar, a confiar e a permanecer firmes mesmo nos momentos de tribulação. Como Mãe, ela nos acompanha, intercede por nós e nos ajuda a crescer “na estatura de Cristo” (Ef 4,13).
Invocação filial
O Papa Francisco nos recorda que Maria é modelo de fé e de escuta da Palavra. Ela nos ensina a abrir o coração ao chamado de Deus, a confiar no amor do Senhor e a viver a alegria do Ressuscitado. Invocá-la como Mãe da Igreja é reconhecer que nunca caminhamos sozinhos: Maria está ao nosso lado, conduzindo-nos ao seu Filho.
Neste dia, renovemos nossa confiança na Virgem Maria, Mãe da Igreja. Que ela nos ajude a permanecer fiéis ao Evangelho, a viver unidos como irmãos e a testemunhar, com coragem e esperança, a presença de Cristo no mundo.













